Confira os desdobramentos que levaram à prisão de Emerson Gabriel, acusado de assassinar jovem de 17 anos em Laranjal do Jari
Relacionamento proibido, histórico de violência e fuga: os detalhes por trás do feminicídio de Jamilssa Lobato
Emerson Gabriel, de 25 anos, foi preso na tarde de ontem (13) em uma operação policial enquanto transitava pela estrada que leva ao município de Almeirim, no estado do Pará. O ex-servidor da escola cívico-militar Mineko Hayashida é o principal suspeito do assassinato de Jamilssa Lobato dos Santos, de 16 anos, com quem mantinha um relacionamento às escondidas, já que a família da jovem era contra o namoro. O envolvimento entre Emerson e a vítima teria sido um dos motivos que culminaram na sua demissão da instituição de ensino. No momento da prisão, Emerson não ofereceu resistência.
O caso ganhou grande repercussão após o desaparecimento de Jamilssa na última segunda-feira (9). A jovem foi vista pela última vez na companhia de Emerson, usando o uniforme escolar da Escola Mineko Hayashida e carregando a mochila que estava em seu poder quando foi encontrada morta. Seu corpo, já em avançado estado de decomposição, foi descoberto na manhã de sexta-feira (13) em um terreno no bairro Agreste, próximo à CEA Equatorial e à Unidade Básica de Saúde (UBS), atrás de um almoxarifado de construção.
Imagens de câmeras de segurança, usadas pela polícia para reconstruir o trajeto feito pelo casal de bicicleta até o local do crime, mostram Jamilssa tranquila, inclusive sentada no varão da bicicleta. Por volta das 18h40, as câmeras registraram o momento em que o casal se aproxima do local do crime, mas, minutos depois, capturam apenas Emerson retornando sozinho. A partir dessas imagens, a polícia concentrou as buscas na região onde o corpo foi encontrado, um local pouco movimentado e escuro, o que pode ter contribuído para a demora na localização da vítima.
Segundo as investigações, a família de Jamilssa era contra o relacionamento, principalmente devido ao histórico violento de Emerson, que já possuía uma medida protetiva por agressão a uma ex-companheira. Emerson, que colaborava com a polícia durante as buscas, fugiu logo após a descoberta do corpo. Em depoimento, ele confessou ter aplicado um "mata-leão" na vítima, causando sua morte por asfixia mecânica. O uso excessivo de força foi tão brutal que quebrou ossos do maxilar da jovem.
Emerson também relatou que a discussão fatal teria sido motivada por uma mensagem que viu no celular de Jamilssa e da qual não gostou. Ele a pegou na escola e a levou para sua casa, onde o desentendimento começou, conforme relatado por uma vizinha. Em seguida, eles foram até o local do crime, que fica a cerca de 500 metros da casa da vítima, onde Emerson a mataria.
A morte de Jamilssa Lobato dos Santos é tratada como feminicídio, e o caso está sendo investigado com prioridade pelas autoridades. A prisão de Emerson Gabriel marca um passo crucial nas investigações.




